14 de janeiro de 2009

...coisas que o tempo enLEVOU

LI POR AÍ 2009 01 14 > 010<

Por Airton Soares

NÃO ESTOU NEM ACREDITANDO, CHOVENDO?! Claro que estou! Escuto a chuvinha fina “tamborilando nas folhas”; sinto-a refrescando minha pele; imagino-me bicando na bodega do Zé ...que frio!; vejo o véu de noiva se esparramando lá de cima da serra e o boi pastando mais feliz do que mosquito em jaca pôdi, sem desconfiar do que o espera no dia 20 de janeiro.
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CLARO QUE ESTOU... É que, aqui, chuva é cheque. É espanto. É chegança de ânimo, de amor. Lençol com cheirinho de anil. Chegue mais pra perto minha nega...

“COMIDA DE MÃE É OUTRA COISA. Talvez seja porque envelhecemos e a saudade aperta os dentes. Minha vontade é recuperar o guisadinho posto de canto, o feijão amontoado nos lados, as batatas que deixava no prato da infância, o arroz sequinho que nunca dei valor. Comeria hoje todas as minhas sobras com vigor. Nenhum restaurante se compara aos temperos cultivados na própria horta.” (...). Fabrício Carpinejar.

EU LEMBRO QUE LÁ EM CASA ( Idos de 1960 - interior / Ipu-Ceará), na hora do almoço, quando batia o fastio e a comida tava `seca´, pedíamos a nossa mãe um `caldinho de banda´. De banda, porque a comida ficava de lado, dando espaço para um suculento caldo de feijão temperado com toucinho de porco. Nesse tempo não se falava em colesterol. Acho que nem existia. E se existia não passava das páginas dos vade-mécuns. Pois bem: com essa estratégia não sobrava nem um tiquinho de comida no prato. Ô tempão! Hoje, o caldinho foi substituído por `refri´ e sem a mãe por perto. Ô lástima!

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