23 de dezembro de 2007

Natal - duas trovas


Prezado Airton Soares,

Ainda que O esqueçamos,
Nesse corre-corre infernal,
É sempre importante lembrarmos
Que Jesus nasceu no Natal.

CLÁUDIO CÉSAR MAGALHÃES MARTINS
E-mail:
claudiocmartins@msn.com


dezembro teria tudo
pra ser (realmente) mês especial,
mas são tantos os compromissos
um corre-corre infernal
presentes... comes & bebes
a ISSO chamamos NATAL!
...se exagerei, não foi por mal!

Airton Soares

21 de dezembro de 2007

Literatura

Compare
Dois momentos. Dois corpos. Duas idades. Duas descrições.

Por Airton Soares

A primeira descrição, recentemente publicada aqui no “Li”, * trata-se de um texto do escritor Fialho de Almeida descrevendo uma senhora de brancas banhas. “dengosa e lírica senhora, esculpida em toucinho, numa sucessão de roscas que se sobrepunham e imbricavam para todos os lados... as do seio sobre as do ventre, as do ventre sobre as das coxa."

Agora compare a finura do escritor maranhense, Humberto de Campos, ao descrever uma linda morena em seu livro póstumo Fragmentos de um Diário. Comprei esta raridade num sebo aqui na terrinha. `Dois conto´, sem pechinchar! Repito: raridade... rara!

(...)
“Era linda a morena, de um moreno-mate, cabelos castanhos, boca miúda e vermelha, e dentes tão bonitos quanto a boca. Podia vê-la e analisá-la, de perfil. E foi essa posição que me permitiu ver, sob o manto gracioso, iluminando a pele finíssima, rosada e transparente, uma veiazinha azul, que, mostrando a delicadeza da epiderme, lhe dava uma graça particular. Saltou adiante, jovial como um pássaro na primeira madrugada de inverno. Vestia blusa de rendas. Não a vi mais, nem lhe soube o nome, nem ela o meu. Vinte e seis anos são decorridos. Grandes acontecimentos da minha vida estão olvidados. Mas aquela veiazinha azul continua, indelével, a aparecer na minha memória, sob aquela pele mate, pedindo-me, como naquele primeiro dia, um verso...um beijo..."

O leitor conseguiu ver, com nitidez, a dengosa e lírica senhora esculpida em toucinho e a veiazinha da linda morena? Eu consegui!
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* Li = meu blog
http://airton.soares.zip.net/

17 de dezembro de 2007

Leitura "pesada"

AS, você não acha que o
post abaixo é “pesado”?



Por Airton Soares

Pesado em que sentido? Peso de importância ou peso, `tipo assim´, sem atrativos gráficos e imagéticos?

Brinco.

Entendi perfeitamente seu queixume. O leitor tem razão. Pesadíssimo, mas necessário.

A princípio, é de bom alvitre citar o imortal aforismo chinês: "uma imagem vale por mil palavras". Vale até mais, contanto que o sujeito tenha na cachola as mil palavras. Dia desses li uma estatística assombrosa: 80% das reprovações dos concurseiros são por falta de leitura... experiência vocabular!

Não podemos supervalorizar os efeitos gráficos. As novas formas (excesso de imagem e grafíssimo) de compreender e interpretar o mundo prejudicam nosso nível de escuta. Hoje, a leitura está mais rápida do que a fala. A leitura-imagem diz tudo! Ou quase diz?

Washington Olivetto, da W/Brasil, contesta a emblemática frase do filósofo e educador canadaense Marshall Mcluhan quando disse que o meio é a mensagem. Isso foi válido, refuta Olivetto, na década de 60 quando existiam poucos meios e muitas mensagens. Hoje é diferente: Temos um turbilhão de meios e poucas idéias. Ninguém quer pensar.

Augusto Cury, em O futuro da Humanidade, afirma que a maior aventura de um ser humano é viajar e a maior viagem que alguém pode empreender é para dentro de si mesmo e o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro. No entando, o renomado escritor faz a seguinte ressalva: "mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas e descobrir o que as palavras não disseram."

A TV, as mídias em geral, pensam por você. Não se preocupe meu amigo, você só precisa consumir... consumir... E tem outra: se pensar aborrece, não pensar emburrece. A escolha é sua.

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Escrevi este post de afogadilho e ao sabor da emoção. Revisar é preciso. Adicionar uma imagem, também. Só uma. Bem bacana! Espero com isso, proteger o texto da corda bamba e deixá-lo consistentemente equilibrado no trapézio forma-conteúdo. Só assim, ele cumprirá seu papel, passo a passo, no palco das vidas.

Clique aqui leia o post supostamente "pesado"

10 de dezembro de 2007

DISSE ONÁRIO - 1

Por Airton Soares

...imbricar é dispor (coisas) de maneira que só em parte se sobreponham umas às outras, como as telhas do telhado, as pétalas das rosas ou as escamas do peixe. No sentido figurado imbricar quer dizer, segundo o"Houaiss", ligar(-se) estreitamente a (inter-relacionar).


O que me chamou a atenção nesse verbete (“Aurélio”) foi a ironia do escritor português, Fialho de Almeida, ao descrever as brancas banhas de uma lírica senhora.

Peço ao leitor criar a imagem da senhora, na medida em que for processando a leitura. Se você assim proceder, o verbo imbricar logo, logo estará incorporado ao seu vocabulário corrente.

Lá vai:

"dengosa e lírica senhora, esculpida em toucinho, numa sucessão de roscas que se sobrepunham e imbricavam para todos os lados... as do seio sobre as do ventre, as do ventre sobre as das coxas"

AS, não achei “essas coisa toda não.”

Pois eu achei, sobretudo a expressão “esculpida em toucinho” Que maldade!

Ah, sim, ia esquecendo: público alvo do "DISSE ONÁRIO" > vestibulandos.

8 de dezembro de 2007

VAI PRA CHINA!

VAI PRA CHINA!
Oba!


- Ontem: insulto. Hoje: elogio
- A China usa atualmente um terço do cimento produzido no mundo
- Prepara-se para sediar os jogos olímpicos
- Atesta um crescimento de 10%
- Duas pichações, em Pequim e Xangai: "Quanto mais leis, mais ladrões". Lao Tse. "Somos todos irmãos diante da natureza, mas estrangeiros pela educação". Confúcio.


Trechos, adaptados por mim, do artigo do sociólogo Daniel Lins. Leia matéria completa. Clicar.