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10 de agosto de 2007

Crianças no cyber














Airton Soares

Não tem como a casinha da gente. Refiro-me ao nosso lar virtual. Neste exato momento, acesso a internet de um cyber, no interior do Estado. Uma quentura de lascar o cano. - Esta gíria é muito antiga, mas já que veio deixe estar - monitor de 14 polegadas; velocidade tartarúdica; teclado desprogramado. Já mudei duas vezes de computador.

Se não bastasse, ao pé de mim, um quarteto de eufóricas crianças - aos gritos - comemorando suas conquistas em seus preferidos games. Não demorei muito a pensar: se tivesse nascido nessa época, meu comportamento não seria diferente. Ainda assim, a consciência desse fato, não abrandou minha inquietação diante os contundentes diálogos que se seguem:

"É claro, eu matei você. Você não quis me ouvir"...

"Onde você aprendeu a jogar assim"...

"Vai Dudu, mete porrada!"

"Ei, como é que se destrói esse prédio?"

"Dudu vou te ensinar."

"Olha como é."

"Tá vendo?"...

"Deixe eu te ensinar."

"Vai pra cima."

"Aqui dá murro."

"Aqui dá nada."

"Aqui se baixa."

"`M´não dá nada."

"`R´ pra cima..."

Depois de tudo isso, tornei a pensar: quer saber de uma coisa: Vou me irritar não. Vou não. Não vou mesmo. A minha saída é prestar atenção à conversa da meninada. Sabe lá se não dá uma crônica!

6 de janeiro de 2007

O que eu penso da net

Hoje, quem tem Internet
tem o mundo na palma da mão
e quem a escrever se mete
aí, sim, é que tem opção.

tem e-mail, blog, enquete,
busca... sala pra discussão.

Na rede, você pinta o sete
se tiver disposição
pois, ela é a grande vedete
dos meios de comunicação.

Se joguei muito confete
nessa "fábrica" de ilusão
dou minha cara a bofete
a quem numa noite de solidão
nunca curtiu uma chacrete
para aliviar a solidão.

Isso, é o que eu penso da net
e você, leitor-irmão?