30 de janeiro de 2007
Política. 2010 já começou
MAIS LIGEIRO DO QUE MIJADA DE RÃ
Os comentaristas procuraram enxergar nos discursos do Congresso do PT, realizado neste fim de semana em São Paulo, lances da sucessão presidencial. Para Ricardo Noblat, o Congresso foi um marco da progressiva separação entre partido e presidente. A Folha de domingo ouviu a cientista política Rachel Meneguello, da Unicamp, que aposta em Ciro Gomes como candidato de Lula. Em outra reportagem, a mesma Folha cita quatro possíveis nomes do PT: Marta Suplicy, Jaques Wagner, Patrus Ananias e Tarso Genro. Por Thomas Traumann em O Filtro.
Uma coisa se pode dizer [bem?] do político: Não gostar de perder tempo. Desde que a questão em jogo lhe diga respeito, é bom frisar. É vapt-vupt; num piscar de olhos, tal qual mijada de rã, como se diz no popular. Pois num é que mal o "home" assumiu, já se costura dois presidenciáveis pra 2010!
É o Brasil da "confecção"; do Costurar Alianças, que no meu entender é o "CA" da política brasileira. É nesse costurar canceroso, que as seculares mazelas sociais se perpetuam. Poder! Ah, poder!, tu realmente és como o álcool: quanto mais depressa se toma, mais rápido sobes à cabeça. Livrai-nos Senhor, dessa embriaguez!
29 de janeiro de 2007
E o título da crônica?
Meus caros e parcos leitores, preciso compartilhar com vocês uma pequena felicidade que teima em se repetir e se espichar por todos os dias. Não é uma coooisa do outro mundo, mas tem muito significado para mim. Trata-se dos meus escritos. Decidi todos os dias, escrever uma crônica; não uma crônica meticulosamente pesquisada, mas uma crônica escrita a toque de caixa, puxada pelo improviso, como esta que ora se forma.
Estou conseguindo. Sei que corro o risco de não agradar, mas vou em frente. Nada de texto longo. É coisinha miúda... leve e sutil. Sabe por que decidi escrever todos os dias, leitor? Para perder o medo. Verdade! Perder o medo de errar, medo de não agradar. Cansei de viver em função dos outros. Por falar nisso, tem uma frase que cabe bem neste contexto: "A opinião pública é como fantasma de castelo, ninguém nunca o viu, mas todo mundo tem medo."
- "AS, e nessas pressa toda... os erros de português!?" Alguém pode me questionar. Sem problema. Vou errando... e consertando. Lógico que terei o máximo cuidado com a gramática; estruturação do texto (coerência e coesão), mas sem me deixar travar por alguma dúvida de sintaxe.
E para finalizar esta crônica, que ainda não tem título, gostaria de dizer ao leitor que escreve e passa por estas aflições que use e abuse da imortal frase do Mestre Machado de Assis: "Palavra puxa palavra". Vá pensando... pensando... e escrevendo e quando você perceber já tem ultrapassado o "Tratado de Tordesilhas." E o título da crônica?
28 de janeiro de 2007
A banhista

Por Airton Soares
Ela, que tanto aprecia a multidão, desta feita resolveu ensimesmar-se e curtir o mar sem a presença de inquietações e rumores humanos.
"O mar, mesmo agitado, é um grande mestre." Seria esse um dos seus pensamentos? Só Deus sabe! Ou estaria absorta olhando as nuvens e contando carneirinhos? Ah, já sei. A bonita jovem declama mudamente uma poesia de Cecília Meireles: "O choro vem perto dos olhos/ para que a dor transborde e caia / O choro vem quase chorando /como a onda que toca na praia..."
Ela cruza os braços. Não me parece está com frio... uma moça só e sozinha. Tão bonita e tão boa. Quem será? Uma banhista que nem desconfia que é o centro das atenções e desejos incontidos de um poeta que, sem assunto, acessa no final de tarde, de um fim de domingo, o site do jornal da Paraíba e ler:
PERIGOS DO SOL SÃO IGNORADOS POR BANHISTAS EM JP
Capital possui alto índice de radiação solar, com riscos extremos para quem se expõe sem proteção.
Obliterar, Etimologia de
27 de janeiro de 2007
VÍNCULO DE AMIZADE
http://airton.soares.zip.net
Todos nós temos uma segunda vocação oculta que se transforma em hobby. A minha é gostar de ler, de escrever e de compartilhar isso com os amigos afins.
Gosto sempre de manter com os meus amigos um vínculo de amizade permanente. Mas entre o gostar e o agir há bastante espaço, no qual enchemos de mil desculpas, sendo a mais comum a falta de tempo. O que faz, na verdade, com que este vínculo não seja assim tão permanente?
A – C - O - M - O - D - A - Ç – Ã - O.
Simplesmente.
O tempo passando... passando... a gente amadurecendo como bananas em carbureto e não damos por conta das pequenas boas coisas da vida: um bom papo, um boa conversa, uma boa amizade. Sempre deixamos para amanhã, e quando bastante "estocados" de amanhãs, nos sentimos tristes e amargurados.
Em sendo assim, escrevo, converso, reato o vínculo e torno-me novamente vazio de "amanhãs” e pleno do hoje e do agora.
Graças a Deus.
26 de janeiro de 2007
Deusa - Saúde <> P O E S I A
"REALINHANDO O CORPO EM BUSCA DA SAÚDE"
Lendo a manchete acima em um jornal local, comecei a brincar com a palavra saúde. Eis o resultado da brincadeira.
"DEUSA" É O QUE INTERESSA, O RESTO...
Com a palavra saúde
Escrevemos deusa e quase açude.
Pense amiúde
Faça "barragens"
Com idéias... atitude
Assim, retarde a ida
Da fugaz juventude.
E se abarrote de vida...
Agora e na senectude.
Mas, no dia-a-dia, na lida
Do apego, desgrude.
Existência desprendida
Viver pleno, se cuide!
Mude!
Deusa - saúde
Açude da humanidade
Irrigue virtude
Represe longevidade!
Se ligue nesta "conectude"
Com vigor e qualidade!
25 de janeiro de 2007
C o r r e i o !

Por Airton Soares
Largava-se tudo e corríamos desembestados em direção à porta. Não havia caixa de correio. O carteiro, cúmplice do nosso êxtase, sentia dificuldades em disfarçar sua vontade de intromissão nos segredos envelopados.
Segundo ato, este mais consciente e estratégico, correr para o quarto, banheiro ou para outra dependência da casa que não estivesse minada e, salvo e sôfrego, posicionar o envelope em direção à luz para a indispensável tomografia.Após o resultado do exame, podíamos abrir com certa segurança o envelope pelas beiradinhas ainda com receio de rasgar o conteúdo.
A atmosfera proibitiva era peça fundamental nesse ritual. E hoje, como é que é? O ritual continua. E a mesma atmosfera. Apenas com matiz cibernética, virtual... Tem mensagem nova em sua caixa de correio. Ôba!
Hoje é o Dia do Carteiro.
24 de janeiro de 2007
Ansiedades... de um escritor
Por Airton Soares
Acordou cedo, e mal se levantara foi direto pro micro tentar escrever o post do dia. Refletiu sobre as ansiedades múltiplas de que são acometidos os grandes editores de jornais: Isso é essencial ou importante? O que publicar? Como? Quais os cuidados, sutilezas a serem observados para não ferir suscetibilidades? "Digo isso" - monologava - "porque mesmo não sendo jornalista e escrevendo mais por deleite, tem horas que eu me sinto igualzinho a eles. Ou não me sinto? Sei lá! Não, eu sei; escrever, para mim, é só um hobby, um hobby apenas!"
- AS, escute aqui: você não é escritor, publicou livros?
- Sim... Sou... Publiquei...
- Não é você que, há 17 anos, mantém um jornal alternativo denominado Li por Aí?
- Sim.
- Assumiu um compromisso para escrever para o Jornal “O Rebate-Rio.”
- Também.
- É professor, ministra cursos e palestras na CDL, SEBRAE, CETREDE, entre outras instituições, utilizando como metodologia o teatro empresarial?
- Há mais de 20 anos!
- Pois então, jovem, não se apequene. Essas inquietações fazem parte de qualquer profissão. Isso, AS, é senso de responsabilidade... Rapaaaz! Quanto aos grandes editores, respeitemos as devidas proporções. É sabido que ainda falta muito para que a meta desejada seja atingida, mas não vejo nenhum disparate no que você diz (“Sentir-se igualzinho a eles).” Não se apequene, repito! Continue estudando. E não sei se você percebeu, mas para muita gente você já chegou lá.
Ah, sim, ia esquecendo: Eu sou o seu EGO e quero que você saiba que. antes de lhe dizer essas coisas, tive uma ”conversinha amigável“ com os nossos obstinados vizinhos, o Dr. ID e o Dr. Superego. Não foi fácil, mas, depois de muita luta, concordaram comigo em quase tudo. Quanto aos pontos discordantes, não se preocupe, pesam um nadinha na sua balança psíquica. Ah, sim, já chequei isso bem direitinho. Não sei até quando, mas concordaram. Isso é o que importa. Fico por aqui. Ah, e não se esqueça:" Se o esforço não quer dizer talento, ainda é o melhor substituto para ele".
23 de janeiro de 2007
Obrigado, José Milbs

E no silêncio de sua Cidade-Sítio, consciente da sua missão, José Milbs* capta os ruídos e rumores de um mundo vivo e virtual, colhendo histórias e plantando um jornalismo ético, compartilhado e agregador de valores.
Em nome de todos os colunistas do Jornal O Rebate, os nossos sinceros agradecimentos a esse incansável profissional, pelo carinho e a oportunidade de fazermos parte do Bate-Rebate da vida, partilhando nossas histórias, idéias, revoltas, sonhos e saudades!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
*JOSE MILBS DE LACERDA GAMA, escritor, editor de O REBATE, mora em Macaé - Rj, num sitio. Autor do e-book ECILA e DOS FERROVIARIOS AOS PETROLEIROS. Edita o
22 de janeiro de 2007
Faltou assunto? Se avexe, não!

Tem que escrever e faltou assunto? Se avexe, não! Não entre em pânico, recorra aos provérbios e ditos populares. Um Santo remédio. Carece prova? Então leia o que se segue:
Você, meu amigo, não erra ao dizer que a tampa é que sabe o calor da panela, mas escute aqui: só as panelas adivinham o ponto de fervura das sopas. Acabemos de vez com essa discussão boba. Todos nós somos importantes, aqui e algures. Eu preciso de você e você precisa de mim e... `pt´ saudações! Ah, sim, ia esquecendo: uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.
Bastaram três provérbios, apenas três, e cá estou com o post prontinho da silva. E de lambuja, estilisticamente, ainda me vali de um bordão e de uma gíria. Viva a paremiologia! Viva a linguagem popular! Viva!
21 de janeiro de 2007
CORDEL.. Ancião cidadão...

ANCIÃO CIDADÃO
seus direitos na palma da mão
Por Airton Soares
“Que adiantam meus cabelos brancos se a minha alma faz pipi na cama?”
Fernando Câncio.
Um assunto que preocupa
A toda sociedade
E que não precisa lupa
Para enxergar a realidade,
É a questão que se agrupa
Em torno da terceira idade.
O Brasil deixou de ser
O país da juventude,
Precisamos nos convencer
E mudar nossa atitude,
Preparando a sociedade
Para que a coisa mude
Investindo na longevidade
Com garra, consciência e virtude.
É grande a desinformação
Em nosso contexto social,
O pouco que se faz pelo idoso
É de caráter experimental
Ainda sendo muito ocioso
O fazer governamental.
Por isso, me sinto muito feliz
Esparramar neste papel
O que a Lei 10.741 diz,
Através desse simples cordel
Não na linguagem de juiz,
Mas com alma de menestrel.
Sete anos tramitando
No congresso Nacional
O Estatuto do idoso
Foi sancionado afinal
Hoje, li orgulhoso
A manchete no jornal.
Institui pena severa
Prá quem lesar o ancião,
Já é Lei, é de Vera
Pode dar multa e até prisão.
Por isso, respeite o idoso
Evite complicação.
Começo o meu versejado
Propriamente dito
Com um tema calejado
Mas é donde se ouve mais grito
É tal qual fogo cruzado
Ninguém sabe donde vem o “apito”.
Quando a gente adoece
Não se sabe o que fazer
Que hospital reconhece
Nosso direito de viver,
De bom nada acontece
Como é triste adoecer.
Só nos resta a bendita prece
Só tem Deus prá nos socorrer.
É isso mesmo meu amigo!
Você está coberto de razão
Mas, escute bem o que digo
Vou lhe mostrar em primeira mão
Tenha paciência, venha comigo
Agora é outra a situação!
Amigo, agora vou lhe dizer
Na minha simples linguagem
O que você tem de fazer
Em caso de aperriagem
Não precisa se bendizer
Não é conto de fada,nem visagem
É coisa pra ver e pra crer
Confie na minha mensagem.
Se você ficar dodói
Preste bem a atenção
O governo tem remédio
É de graça a distribuição
Servindo prá prótese, diabete
E também hipertensão.
Outra grande preocupação
Que se arrastava dia-a-dia
Era que quanto mais velho ficava
Mais a minha mensalidade subia.
O plano de saúde atrasava
Aumentando a minha azia
Esse critério me aporrinhava
Dia e noite, noite e dia.
Agora a coisa tá mudada
O artigo quinze é ao meu favor.
Mas sei que preciso fazer zoada
Pois esse direito causa terror
É só prestar atenção na negrada
Que não tem ética nem amor
Ao idoso que na madrugada
Precisa de remédio e doutor.
Se você for internado
Ou ficar em observação,
Tem direito a ser acompanhado
Por toda sua famiação
Com tempo determinado
Pelo médico de plantão
Ou por qualquer profissional
Que esteja na ocasião.
Nenhum idoso poderá
Ser objeto de negligência
Descuido, discriminação,
Crueldade e violência.
E para melhor compreensão
No artigo dez tem abrangência.
Quem impedir o idoso
Seu direito à cidadania,
Pode ser condenado
E não pense que é utopia
Podendo ser preso e multado
Por tremenda covardia.
Atendimento preferencial
Em qualquer repartição
Prestar serviço imediato
Não é favor é obrigação.
Trate o idoso com fino trato
E lembre-se que não há exceção:
Um dia todo mundo envelhece
E como precisa de proteção!
E num é só isso não!
A família que abandonar
Seu idoso no hospital,
Pega até três mês de cadeia
A parada agora é federal
Se tiver duvidando leia
O estatuto no geral.
Tem mais de sessenta e cinco?
Tem transporte garantido!
A carteira de identidade
É o comprovante exigido,
Valendo prá toda as cidade
Desse Brasil nosso querido.
Mas...não tenha medo de cara feia,
Ou mesmo se for barrado,
Ao subir num coletivo
Tudo isso já é esperado.
Use seu direito...o corretivo
O Estatuto sancionado.
Paciência e olho vivo
Prá não ser engambelado.
Antigamente o idoso
Não tinha opção de lazer,
Ficava o dia todo ocioso
Sem ter o que fazer.
Falando da vida alheia
Ou no fundo da rede a gemer
Pastorando o pé – de – meia
Pensando na hora de morrer.
Agora tá diferente
Tá na Lei, tá determinado
Sou cidadão, sou decente,
Tenho o Estatuto do meu lado.
Vida nova, prá frente!
Vou me divertir adoidado
Pois direito a abatimento
Tenho em todo buraco!
Atividades de cultura
Praticar esporte e lazer
Se pagar, é só cinqüenta por cento
Perca tempo não,vá se interter.
Viva a vida plenamente
Não nascemos prá semente
A vida é bela pode crê!
Olhe, seu moço, fiquei muito feliz
Quando li o artigo vinte e sete
Ah, Lembranças do aprendiz...
Viajei no tempo... me vi pivete.
Trabalhando na praça da matriz
Tinha lá meus dezessete
Não era dono do meu nariz
Mas já dominava uma ofsete.
E doravante só em pensar
Repetir tudo novamente,
O Estatuto me dá direito
E é por isso que estou contente
Vão me tratar com respeito
Como um cidadão descente.
Agora posso bater nos peito
Sou povão, e sou mais gente!
Sou dinâmico, competente,
Passado na casca do alho
Sinto-me forte, confiante
Pronto outra vez pro trabalho.
Eu tô por dentro da Lei
Não sou carta fora do baralho.
Sou de idade, mas sem grilo
Ela não me impede que eu trabalhe
E ainda penso muito “naquilo”
Em casa e de noite no baile
Se não digo mais porque é sigilo...
Me deixe só com meu detalhe!
Ainda sou bom, seu moço!
E trabalho com perfeição.
Nunca medi esforço
Nem escolhi situação
Não quero mais roer o osso
Da vida com desilusão.
O que eu quero mesmo é viver
Trabalhar com dedicação
Com dignidade e respeito
Sem piedade e humilhação.
Trabalhando posso investir
Naquilo que eu mais queria
Não estou sendo afoito
Não estou falando heresia
Tá lá no artigo trinta oito
Que nos dá essa garantia:
O gozo de prioridade
Na aquisição de moradia.
Vou fazer uma poupança
Em um programa habitacional,
Concretizar minha esperança
De possuir uma casa legal
Eu já penso até na festança
Lá no fundo do quintal.
Nestes versos finais
Quero chamar sua a atenção
A vida não dá nada aos mortais
Se não houver labuta, dedicação
E quando dos seus tristes ais
Só em você está a solução.
Lute, busque seus direitos, seu cais...
Mas com o Estatuto na mão!
Tudo que se exagera enfraquece
Já diz o idoso ditado
Por isso, fico por aqui,
Dizendo: muito obrigado!
E se você gostou do cordel
Ande também com ele de lado.
Com certeza servirá de “farnel”
Caso seja espoliado.
Mas... prá ninguém fazer você de berel
É preciso ler o Estatuto com cuidado
Pois ele será sopa no mel
Mas...só se for bem vigiado!!
Vamos à luta!
Fortaleza, 25 de agosto de 2004
15 de janeiro de 2007
Etimologia da raiz grega HOLO
Às vezes, é preciso inverter a rota dos ponteiros do relógio para buscar compreender quem somos e que vem a ser o mundo que nós mesmos construímos, a partir do verbo proferido e de crenças elaboradas. Então, desconfia-se de que o mundo seja tão redondo, ou uma bola em trajetória invariável.
Cerca de vinte anos, conheci na faculdade de Letras um executivo de banco que contabilizava “fiapos de conversa” e algumas coisas que “lia por aí”. Entretanto, o relógio comandava sua vida. Agora, tempos mais tarde, reencontro esse amigo, feliz. Ele guadara como a um tesouro os fiapos de conversa – dos quais fez, com razão, a razão de sua vida. Despendindo-se do banco, passou a dar palestras usando um relógio sem ponteiros e vestimenta de pallhaço.
Este é Airton Soares(AS), que vem partilhar conosco algumas das observações e relatos sobre esse “Mundo fora de esquadro”, construído de fiapos de conversas e episódios da nossa trajetória cotidiana, com infinitas posssibilidaes de realização.
Prof. Ednardo Gadelha
12 de janeiro de 2007
O Mundo Fora de Esquadro :: Apresentação


Às vezes, é preciso inverter a rota dos ponteiros do relógio para buscar compreender quem somos e que vem a ser o mundo que nós mesmos construímos, a partir do verbo proferido e de crenças elaboradas. Então, desconfia-se de que o mundo seja tão redondo, ou uma bola em trajetória invariável.
Cerca de vinte anos, conheci na faculdade de Letras um executivo de banco que contabilizava “fiapos de conversa” e algumas coisas que “lia por aí”. Entretanto, o relógio comandava sua vida. Agora, tempos mais tarde, reencontro esse amigo, feliz. Ele guadara como a um tesouro os fiapos de conversa – dos quais fez, com razão, a razão de sua vida. Despendindo-se do banco, passou a dar palestras usando um relógio sem ponteiros e vestimenta de pallhaço.

Este é Airton Soares(AS), que vem partilhar conosco algumas das observações e relatos sobre esse “Mundo fora de esquadro”, construído de fiapos de conversas e episódios da nossa trajetória cotidiana, com infinitas posssibilidaes de realização.
Prof. Ednardo Gadelha
11 de janeiro de 2007
O MUNDO FORA DE ESQUADRO

Por Airton Soares (*)
Atravessamos momentos de turbulência. Mudanças meteóricas nos deixam ansiosos, sem perspectivas. Não sabemos, muitas vezes, o que é certo ou errado. O mundo está fora de esquadro. Nossas balizas, adquiridas na infância e adolescência, são meras figurinhas que fazem parte de um álbum amarelecido e jogado e que não tem mais importância na biblioteca da vida.
Virada de século, de milênio. Para muitos estudiosos é natural esta inquietude do ser humano. Justifica-se. Pretexta-se de tudo. Os valores mudaram, temos que acompanhar o bulício dos tempos!
Tudo isso faz parte da vida moderna. Os clichês se imortalizam. "Dinheiro não traz felicidade, manda buscar" ou "Dinheiro não é tudo, mas é cem por cento”. Sofregamente ansiamos salpicos de notoriedade. Enquanto buscamos nos inserir no contexto social somos incinerados, reduzidos a pó. É a lei do mais farto é a lei do mais forte. O que fazer? Já estamos fazendo. Apelando pra Ele, através de vários caminhos. Uns tendo como baliza as "figurinhas” de outrora, outros, valendo-se das "figurinhas virtuais".
Aqui, está muito difícil saber quem inspira confiança!
Aqui, está muito fácil saber quem conspira nossas finanças!

Trocadilho à parte, acreditamos que a mercantilização da nossa alma seria amenizada com o bom senso, mas bom senso requer educação no seu sentido lato. E isso é que não temos ou não queremos ter.
(*) Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro. Mais informações: http://mente.zip.net
-------------------
“No Brasil, a bisba Sônia e o apóstolo Estevam são acusados de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e estelionato. Os crimes envolveriam as doações feitas pelos fiéis e a abertura de "empresas fantasmas". Lei mais na FolhaOnline.
9 de janeiro de 2007
CLIENTE ZANGADO
Não precisa necessariamente ter trabalhado no "atendimento a clientes" para saber que um cliente zangado pode estragar o seu dia.
É bom lembrar que os clientes raramente ficam zangados sem motivo; `Onde há fumaça há fogo´. Em geral ficam descontentes com alguma coisa, sobretudo quando essa insatisfação é mal administrada. É importante que os profissionais de atendimento se lembrem, ao encontrar um cliente zangado, que este "não os está atacando pessoalmente". Eles não devem entrar num conflito com o cliente "pagando na mesma moeda".
Pois...
Pagar na mesma moeda
nunca deu troco a ninguém
feliz de quem não arremeda:**
vende mais e faz o bem. : : : : e..... evita perda de vendas.
** Igualar-se; ser semelhante a; parecer:
8 de janeiro de 2007
Células-tronco:Pense, num golpe abusado

Em março de 2006, fiz o mini cordel - "Pense, num golpe abusado" - baseado na reportagem da rede Globo, que abordava o escândalo envolvendo a doutora Shirley no tratamento de paciente com células-tronco.
Hoje, acessando a página da BBC Brasil.com, deparei-me com esta alvissareira manchete:CIENTISTA OBTÉM CÉLULAS-TRONCO DE LÍQUIDO AMNIÓTICO.
Os pesquisadores chegaram a conclusão de que "as células amnióticas são capazes de se transformar em vários tipos diferentes de células, com grande potencial para uso em tratamentos, especialmente na criança de cuja mãe foram retiradas. Outra: essa nova técnica, não envolve a destruição de embriões, "uma técnica que levou a um intenso debate ético em todo o mundo." Fiquemos de orelha em pé. Por fim, fiquem com a leitura do cordel acima mencionado;
Boa leitura.
AS.
www.asphd.blogger.com.br
Visite: Há um perigo enorme de você gostar.
Pense, num golpe abusado!
Por Airton Soares
O que digo neste cordel
Não é novidade pra ninguém
mas trata-se de um fato cruel
pra quem devia fazer o bem
e...tô fazendo o meu papel
vem comigo, vem!
Uns doutô cara - de - pau
de besta a gente fazendo
prometendo cura total
e eu aqui de dor me vendo
foi no `jornal nacional´
que eu fiquei de tudo sabendo.
Tô muito puto... zangado
são sangue-suga da medicina
e que bando de safado
fazendo negócio da China
e o besta bancando o bronco
já vendi casa e cantina
pra pagar as células-tronco
que não curam patavina.
Por isso, quem ANVISA amigo é
já diz o velho ditado
todo cuidado é pouco
pra não ser engambelado
células-tronco, `ó louco´
pense, num golpe abusado!
7 de janeiro de 2007
VOCÊ NÃO É MAIS A MESMA

Existe um obstáculo à comunicação humana que chamamos de "congelamento de avaliações."
Guardamos no "freezer" do inconsciente nossa história de vida e esquecemos do prazo de validade. Todos nós, com mais ou menos intensidade, desejamos voltar ao passado com postura nostálgica, doentia. Voltar ao passado só tem sentido quando o fazemos com o fito de aprendizagem.
Nossos relacionamentos vão "pras cucuia" porque não sabemos lidar com as mudanças. A propósito, gostei do poema de Joana D'Arc Oliveira Cruz, publicado no jornal Diário do Nordeste - DN (22/10/01), na coluna da Lêda Maria.
"Amo-te. E amo-te simplesmente. Não te amo muito, amo somente. E não direi que meu amor continuará o mesmo. Em todo o tempo. Porque isso não é amar. Pois amor é vento. E vento estático nunca houve. Nem haverá. Mas é contínuo. Porque há sempre um novo ar. E é assim que eu quero te amar..."
6 de janeiro de 2007
O que eu penso da net
tem o mundo na palma da mão
e quem a escrever se mete
aí, sim, é que tem opção.
tem e-mail, blog, enquete,
busca... sala pra discussão.
Na rede, você pinta o sete
se tiver disposição
pois, ela é a grande vedete
dos meios de comunicação.
Se joguei muito confete
nessa "fábrica" de ilusão
dou minha cara a bofete
a quem numa noite de solidão
nunca curtiu uma chacrete
para aliviar a solidão.
Isso, é o que eu penso da net
e você, leitor-irmão?
5 de janeiro de 2007
fiapos de CONVERSA nº 10

Sem ver-nem-pra-quê
Acontece. Com mais ou menos freqüência, mas acontece. Tomemos como exemplo os livros. Para organizá-los, agendamos na categoria de alta prioridade e quanto maior a prioridade maior a postergação. De repente "sem ver-nem-pra quê" um cutucão inconsciente nos faz passar horas e horas organizando o que planejamos há meses.
E tem mais: quase sempre em momentos esdrúxulos. Quando desejamos concretizar algo, todo dia é dia, toda hora é hora... Não é nossa intenção analisar se este comportamento é certo ou errado, mas que é um fato é. E quanta satisfação ao concluir a tarefa! Tudo volta a fluir frouxamente como folha seca no ar...
Soares, Airton. O Mundo Fora de Esquadro. Fortaleza: Premius, 2006, p.36.
Fiapos de CONVERSA - nº 09
Disse Honário
ANO NOVO... AGENDA NOVA. A palavra agenda refere-se ao verbo agere que, no latim, possuía o sentido amplo de conduzir, realizar, proceder, fazer. No frigir dos ovos, agenda significa: coisas que eu devo fazer .
Div[â]neio
Lembre-se de que a frustração é conseqüência de nossas expectativas, e elas são muitas vezes "reflexos do espelho social", mais do que de nossos valores e prioridades.
Quando menino, no interior, ouvia muita esta expressão: fulano é "gente boa". Ora, gente boa é a pessoa que tem presença, bem vestida, fala bem, educada, tem dinheiro. Por extensão, podemos dizer que a pessoa analfabeta, pobre, é "gente ruim". Absurdo! Acontece que nos frustramos porque não conseguimos ser "gente boa". A nossa expectativa está alicerçada na crença do espelho social. A imagem de sucesso é a da "gente boa".
Mundo Corpo ® ativo
- Comigo é assim: trato todo mundo do mesmo jeito.
- E dá certo?
- Se dá certo, eu não sei, mas que estou sendo JUSTO, estou!
Li por aí, já faz um tempão, antes mesmo de me tornar instrutor, que devemos tratar de maneira desigual os desiguais e asseguro-lhe que quase sempre surte efeito positivo.
- Acredito nisso nãaao...
- Vamos fazer o seguinte: reflita sobre o provérbio abaixo e depois a gente conversa.
"Alimenta teu cão e ele guardará tua casa;
faze jejuar teu gato e ele te comerá os ratos".
As pessoas são diferentes e devem ser tratadas de modo diferente.
Escrita Fina
Beijos bem dados
são como dados:
rolam por todos
os lados.
O Poeta Uby Oliveira, autor da poesia acima, é dado a um trocadilho.
Mais dados: poesia extraída da agenda "Livro da Tribo", 2007, p.103.
Li por aí
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam
E a prova das coisas que não se vêem. Hebreus, 11:1.
Ah, sim, ia esquecendo
"Sua religião é aquilo que você faz quando o sermão acaba."
Durante a missa / culto: postura angelical;
Mal sai da igreja: "Ah, quanta diferença!".
(*) Educador & Palestrante
http://www.jornalorebate.com/48/airton.facil@globo.com%20
http://www.asphd.blogger.com.br/
