26 de março de 2008

Duas moedas de peso

dicAS - Língua & Literatura 10

CACAU e BOI
Duas moedas de peso

Por Airton Soares

Hoje é dia do CACAU e do Chocolate


O CACAU ERA CONSIDERADO
pela civilização maia uma fruta dada diretamente pelos deuses aos homens. E, de tão importante, virou até moeda de troca.

DO BOI AO OURO
Antes que a moeda aparecesse. os povos escolhiam, para suas transações comerciais, produtos naturais ou fabricados que lhes eram familiares: assim, serviam de dinheiro as peles de animais entre os caçadores, peixe entre os pecadores, produtos da terra entre os agricultores.
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Na "Ilíada" de Homero é citado o boi como moeda da época: século VIII a.C. E foi do gado (em latim, pecus) que vieram as palavras pecúnia e pecúlio.
POR FALAR EM PECÚNIA

Segundo Walter Fanganiello , em artigo na revista Carta Capital, diz que existia a regra romana do `pecunia non olet´ (o dinheiro não tem cheiro) que dispensava as indagações sobre sua origem e o país de residência do correntista.”
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"Pior", enfatiza o articulista, "num contrato de conta corrente firmado entre banco e correntista, o sigilo por parte da instituição financeira acabava considerado como segredo profissional, igual ao do médico e do advogado”. É, tudo indica que o paraíso fiscal vem de longe... muito longe!

AGORA......vou
saborear minha barra de chocolate..delícia...
Até a próxima dicAS


Visite meu blog Li por Aí http://airton.soares.zip.net
É diFÉrente!

21 de março de 2008

IDENTIDADE e INDENIZAR

Dúvida? Nunca mais!

Por Airton Soares


- Ei, seu Zé! É aqui que eu tiro a Carteira de inDENTIDADE (RG)?

- Em lugar nenhum, Dona Maria. O que a Senhora tira aqui é ...id...

- Mais num me diga uma coisa dessa, seu menino. O guarda, lá na entrada, me garantiu que era nessa janelinha de ferro.... Ai..., taí uma coisa. Num vou sair daqui sem esse documento não. Num vou mesmo! Preciso dela (carteira) hoje, com sem falta! Olhe, escute bem, se eu não sair daqui, até às seis hora, com essa carteira, o senhor vai ter de me iDENIZAR de todos os meus prejuízo.

- Eita que aporriação! Que confusão... Na repartição, na pronunciação e na escrevinhação! Eu hein?!
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Os diálogos acima são fictícios, mas no dia-a-dia é muito freqüente ouvirmos dos falantes, nem sempre da faixa iletrada, essa inversão na pronúncia (ortoepia) dos vocábulos identidade e indenizar.

Esta semana, fazendo limpeza em minhas malas de viagem, tive a curiosidade de ler este aviso em uma das etiquetas de uma empresa de transporte rodoviário de passageiros, que cobre a linha Fortaleza - Ipu: “BAGAGEM: Em caso de extravio a iDENIZAÇÃO será feita na forma do regulamento em vigor.”

ATENTE PARA O CORRETO:

INdenização significa reparar o dano = IN (não ) dano. No caso de identidade é só lembrar de idem... idêntico.


RECORDANDO:

Enquanto a ortoepia trata da pronúncia correta de palavras de uma língua, a prosódia trata da acentuação.

É BOM DIZER:

Ortoépia e ortoepia: as duas formas estão corretas. A minha preferência pelo vocábulo `ortoepia´(sem acento) é simplesmente para diferençar do vocábulo prosódia.

Veja bem! Na hora de uma prova é só associar: Prosódia leva acento, então trata-se da acentuação das palavras e por exclusão a outra ( ortoepia) que não leva acento só pode versar sobre a pronúncia.

FINAL FELIZ:

Dona Maria conseguiu tirar sua iDENTIDADE e o seu Zé escapou de pagar a INdenização.