26 de junho de 2007

Café com adrenalina


Por Airton Soares *


Som tonitruante! Vidro traseiro do carro ostentava, em letras sólidas e agressivas, a palavra FUZILEIROS. O meu inconsciente, incontinenti, rastreia o responsável. Nada diria, uma vez encontrando-o. Só queria saber e ver a `figura´. Só isso!

Mentira! Queria mesmo era desmoralizar, esfregar na cara da `figura´ a minha razão... A minha inteira razão.

Tchan, tchan, tchan... Eis o réu à sua frente. Dedura minha amídala cerebral.

Um cara mondrongudo - se fosse mulher o adjetivo seria atlética - palitava os dentes. Com a outra mão tamborilava feliz a música “estileira” que se esparramava no restaurante onde sossegadamente, todos os dias, tomo meu café da manhã.

Minha raiva dispara pensamentos estritamente tribais. Já pressentia resquícios de ódio se posicionando para o ataque.
Som alto me tira do sério!

Trabalha na área de segurança de patrimônio do exército brasileiro, com certeza! E tem mais: onde já se viu uma coisa dessas.?.. E a disciplina?... Um militar! Que falta de... Fervilhavam meus pensamentos. Num átimo de tempo meu cérebro resgatara toda a atmosfera turbulenta dos “tempos de chumbo”. MORTES... TORTURAS... CUNHADA PRESA EM RECIFE... E o diabo a quatro.

Subitamente levanta-se o tatuado brother. Abre a porta do Fuzileiros e troca de CD. Enquanto o jovem voltava, não me contive. Perguntei meio entalado e pusilânime...

- Fuzileiro é uma banda? Educadamente respondeu:

- Não, Senhor, Fuzileiros é o nome de um ’estúdio’ de galo de briga. Trabalho nessa empresa.

- Ah! Obrigado... Respondi com semblante de ‘mané’. Pra sincero não falei o ‘obrigado’ nem o ‘ah. ’ Comuniquei apenas com gestos [O polegar pra cima e meneando a cabeça].

Não podia acreditar: há muito tempo estudando comunicação, conhecedor do estrago social que pode causar uma inferência, um subentendido e cometer bestamente este obstáculo à comunicação humana. É de lascar!

Depois de tudo isso, nem percebi mais a tonitruância do som. Paguei a conta e saí ruminando a sábia citação socrática:

“Qualquer um pode zangar-se - isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil”.

Quando cheguei a casa, imediatamente convoquei uma reunião com o meu ID e a cambada de EGO para uma conversa de pé de orelha.

A adrenalina, que apostava corrida nas veias, neste ínterim, começava a se recolher - já não era sem tempo - depois do curto, mas extremamente corrosivo diálogo negativo por mim vivenciado.

Lição aprendida. Mais um `causo´ para eu contar em meus cursos e palestras.

* Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro. http://airton.soares.zip.net


21 de junho de 2007

Mal com "U" ou... Dúvida, nunca mais!



Por Airton Soares

Quem nunca passou por este desafio?
Uns seguiam as dicas dos professores, outros criavam suas próprias técnicas mnemônicas. As mais esdrúxulas possíveis. O que importava era escrever corretamente na hora da prova.

Lembro bem da pergunta que fizera a mim mesmo: o que devo fazer para não confundir, de jeito nenhum, mau com U e mal com L?

Primeiro: a associação mnemônica necessariamente tinha de ser feita com letra de forma. Com letra discursiva, nem pensar! Na explanação abaixo, o leitor saberá o porquê. Vamos lá, então:

MAL = BEM
Da letra “L”, posso fazer a letra “E”... Num abrir e piscar de olhos, pois ambas têm formas retilíneas.

MAU = BOM
Seguindo o mesmo raciocínio do exemplo acima, da letra “U”, numa puxadinha de nada, posso fazer a letra “O”, pois ambas têm formas curvilíneas.

Mas... Sim, é só isso! Não precisa complicar.
Ah, eu aprendi de outro jeito!
Que bom.

Cada qual na sua fala
Canta a sua `ladainha´
Porque eu também
Não posso cantar a minha?

20 de junho de 2007

Dei um Jeito no Meu Pé

Por Airton Soares

Nunca entendi: - "Fulano, não consegui fazer a tarefa.

- Não quero saber. Dê o seu jeito." Até aqui tudo bem! Agora vejam esta:

- Que foi isso sicrano?

- Um jeito que eu dei no pé.

A suposição: se deu um jeito no pé é porque estava desajeitado. Não seria mais lógico dizer: Um "desajeito" que eu dei no pé. Ora, se você estava com o pé bem direitinho, bem ajeitadinho de repente pisou em falso, torceu o pé, e diz que deu um jeito. Nunca entendi. Que língua a nossa! Daí a sua riqueza.

19 de junho de 2007

Não vá fazer estripulia!


Por Airton Soares


Curtindo o Orós
Mês passado ministrei palestra na cidade de Orós e não poderia deixar passar em branco essa oportunidade! Foi aí que retroagi no tempo.


Olhe...! Olhe...!
Ipu-Ce. 1961... 62.... Por aí assim.
- “Mãe, deixa eu tomar banho no açude.”
- “Menino, tu só vai tomar banho no açude se tu não fizer por onde. Olhe! Olhe! Não vá fazer estripulia... Não faça por onde apanhar.” Quem passou a infância no interior do Nordeste ou quem tem raízes por lá, com certeza vivenciou essa expressão.

Fazer estripulia
Para nossos pais preconceituosos, fazer estripulia era fazer danação, coisa do ´demo´, mas pra nós, não passava de brincadeiras inocentes, mesmo àquelas consideradas por eles – pais - pecado mortal: brincar de casinha e de médico.

A etimologia
A criança está coberta de razão. Não é à toa que a etimologia da palavra `brinca´ ao seu lado. Estripulia vem do grego e quer dizer jocosidade inofensiva.

Demonstremos, pois:
Eu = `bem, bom´ e o verbo `trepó´= rodar, dar voltas. Daí eutrápelos significar ágil, versátil, leve de espírito, que pilheria agradavelmente.


Uma criança
Que faz estripulia é um incessante barulho coberto de poeira. Não tem por onde. Caso contrário estaria doente. Fazer estripulia é necessário para o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

A propósito
Recentemente encontrei na internet uma empresa que em seu nome de fantasia se utiliza dessa palavra. “É por isso que a ESTRIPULIA BRINQUEDOS leva muito a sério a comercialização de brinquedos educativos, para que as melhores opções pedagógicas estejam à disposição dos educadores e pais.”
Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro. http://airton.soares.zip.net

18 de junho de 2007

CADente CANDente ETIMOLOGIA

Por Airton Soares

dois corpos
extremos são
um vivaz, outro
extrema-unção

um... caindo do céu
o outro... caído ao léu.

aquele, é brilho que cai
êxtase sideral
este, sombra caída
chorar funeral...

onde se encontram?
onde se entrecruzam?
onde se interdependem?

juntos num mesmo mistério
num mesmo sema (tério)

a poesia explica
a semântica justifica
a estrela e o cadáver.

Estrela cadente
  • É a estrela que cai;
  • Cadáver é o corpo caído no chão;
  • Cadente e cadáver nasceram do verbo cadere que significa cair, descer;
  • Ocidente, acidente e decadente também pertencem à mesma família (CADERE= cair);
  • Ocidente é o lugar onde o sol se põe;
  • Acidente é aquilo que cai em nossa vida;
  • Decadente é aquilo que cai de um lugar elevado.

Não confundir:

  • Com estrela CANDdente - que brilha.
  • Daí CANDle na língua inglesa significar vela, luz.

Mais palavras com semântica de luz, brilho.

  • Nossas Senhora das CANDeias;
  • O CANDeeiro se apagou e a sanfona não parou (trecho de música);
  • CANDelabro italiano (nome de filme)
  • CANDura: E... como diz Fagundes Varela: " O lírio é menos cândido, a neve é menos pura / Que uma criança loira no berço adormecido." Ô, poeta, só não gostei da discriminação..."Criança loira", mas você é grande!
  • CANDidato: aquele que aspira a um cargo; aspirante imaculado, brilhantemente virtuoso; pense numa palavra mal empregada... Aqui na Terrinha.

17 de junho de 2007

Desbragar e esculhambar - ETIMOLOGIA

Por Airon Soares

A MULHER ABRIU O `BOCÃO´ E DESBRAGADAMENTE ESCULHAMBOU O MARIDO.

Desbragar
O prefixo des denota negação. E braga? Indo até Portugal entenderemos melhor esse substantivo. Assim diz o provérbio luso: "Não se pescam trutas com bragas enxutas."

Bragas
Antigamente se dizia daqueles `calçãozões´ compridos... bastante compridos. É só lembrar dos jogadores das seleções de futebol nos idos de 1938. Ai o tempo foi passando... passando e esses calções ficaram cada vez mais curtos. Então, de braga passou-se a chamar braguilha. E hoje? Apenas uma abertura da parte dianteira de quaisquer calças, calções, e coisa parecida.

Mulher despudorada
Agora voltemos nossa atenção à `mulher´ que nos instigou a escrever este texto: Trata-se de uma mulher despudorada que se despiu -ela tirou as bragas- moralmente perante a sociedade, manifestando linguagem descomedida e desenfreada.

E o que dizer de esculhambar?
Segundo o dicionário `Houaiss´ o vocábulo significou primitivamente `ficar com os testículos [colhões, que deu cunhão!] feridos de tanto andar a cavalo. Há também quem afirme que esculhambar "está relacionado a cu, mas o processo de formação é obscuro."

Preço de compra
Num inventei nada não! Vendi o peixe pelo preço de `compra´. Paro por aqui. Chega de `esculhambação´.

16 de junho de 2007

"Poupança" abundante



Por Airton Soares



Segundo uma pesquisa de uma afamada revista, o corpo da modelo brasileira Gisele Bündchen está em primeiríssimo lugar na cabeça do mulherio e ocupa um pálido terceiro lugar no imaginário dos homens.

Falar nisso, lembro de uma trova que fiz para um concurso da Academia Riograndense de Trovadores:

Muito chique ela chegou
com seu chiado chocante,
mas choque mesmo causou
sua `poupança´ abundante.

Fui classificado em primeiro lugar. Mas, voltando pra cá, quer saber de uma coisa: tamanho pode até ser documento, mas vai depender muito da `sintonia coreográfica´ e da química que rolar entre o casal. No mais, é conversa pra boi dormir.

Charge: Jornal Tribuna do Norte (RN)

15 de junho de 2007

CENA DOR - Cenário político

Por Airton Soares [*]

Será
Que sabem O DNA da palavra senador?
Claro que sabem!

O que falta, então?
Conduta exemplar.

Primemos pela brevidade
Senador e senado vêm do latim
Sen, senex, que quer dizer ''velho, idoso' e,
p r e s u m i v e l m e n t e, mais respeitável.

Observe
Outras palavras da língua portuguesa
Que tem sua origem em sen, senex:
senil, senilidade, sênior, senhor.

Portanto
Senado: conselho de anciãos.
Essa tradição, jovens
Vem de muuuito longe,
Quando o poder nas tribos era exercido
Pelos mais velhos e mais sábios.

Mais sábios!
Ah! Que bom se ainda fosse assim.
Acontece que aqui... Quanto mais velho mais "sabido".
Aliás, no mundo de hoje, é válido ser sabido,
Mas perigoso parecê-lo.

Diz-se que
As duas cúpulas do Congresso Nacional,
Uma côncava - a Câmara - e outra convexa - o Senado - simbolizam a atitude dos que ali atuam.
A câmara, de formato aberto para o céu,
Acolheria pessoas jovens.
Já no Senado estariam as pessoas idosas,
Teoricamente mais ponderadas.

Pra finalizar
Parafraseio Castilho:
Se, ainda nessa CPI, resta alguma réstia
Benigna de um lambari inocente,
Vá, Vá! Desmente a acusação funesta!

Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro. http://airton.soares.zip.net

14 de junho de 2007

Ao invés de... Em vez de - Dúvida, nunca mais!

Por Airton Soares (*)

Epa! Peraí, é a minha vez.
Olha a fila!
Não insista!

Já disse que você não pode
Chupar essa manga. Ela está de vez.
Deve ser chupada no tempo adequado de ser colhida.

Nas lojas...
O sistema de vez. Ansiosa fileira de vendedores
Na expectativa de garantir o pão que Deus abençoou.

Comeu frango “ao invés de” de peixe
Epa! Não é bem assim. Em vez de indica substituição:
Comeu o frango em vez de peixe.

Ao invés de significa
Apenas ao contrário:
Hi!, o “AS” ao invés de simplificar está... Complicando.

Atente bem:
A palavra vez denota substituição
Existe um tempo/espaço para que eu seja atendido na fila;
Que a fruta vizinha amadureça e possa ser substituída por outra que estava de vez... esperando a sua vez;
É assim a Lei da vida: eterna substituição.

E o invés de
Vai dizer mais nada não?

É só lembrar de enviesado
Que significa posto ao viés. Cortado obliquamente.
Ainda pode ser o sujeito que foi orientado indevidamente,
Por isso ao invés de entrar, saiu.

Da série: Dúvida, nunca mais:
Headhunter e headfinder
Infligir e Infringir
Procrastinar e postergar

Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro.http://airton.soares.zip.net

13 de junho de 2007

O Poder da Charge


Por Airton Soares


De onde vem?
Origem francesa
E significa carga.
Exagera traços do caráter
De alguém ou de algo
Para torná-lo burlesco.

Charge: mais do que...
Um simples desenho;
Tem muita crítica político-social
Através do humor e da sátira.

Ah, sim...
Para entender uma charge
Não precisa ser doutor
Basta se ´ligar´
No redemunho da vida.

A charge
Tem um alcance
Maior do que um editorial
Por isso, é temida pelos poderosos.

Quando se estabelece
Uma censura,
A charge é o primeiro
Alvo dos senhores... censores.

12 de junho de 2007

A poesia tem lá suas utilidades


Por Airton soares


Gravei por aí
No momento estou ocupado,
Portanto não posso atender,
Mas deixe seu recado
Que logo mais vou responder.

Pois é
A poesia tem lá suas utilidades.

Não sei
Em qual telefone deixei
Gravada essa mensagem e
Nem sabia mais da poesia
Encontrei-a por acaso.

Também
Quem manda não gravar as coisas,
Bem feito!

11 de junho de 2007

Headhunter...Por que não headfinder?

Por Airton Soares

Headhunter ou caça-talentos é uma pessoa ou um grupo de pessoas ou empresas especializadas na procura de profissionais talentosos ou gestores de topo.

`Esquartejando´ a palavra headhunter: head = cabeça e hunter = caçador. O meu incômodo: se headhunter procura, descobre profissionais, por que não headfinder?

Pelo que se sabe, o caçador (hunter) aprisiona, escraviza e se torna senhor da caça. Faz dela o que bem desejar. Headfinder, ao meu ver, seria mais humano. O fato é que muitas empresas já fazem constar em seu balanço social, o valor do capital intelectual empregado. Esse "capital" é propriedade da empresa. Tanto é que as tentativas de qualificação e mensuração do capital intelectual à disposição da organização, tem gerado um novo ramo denominado "Contabilidade Estratégica".

Por isso, headhunter, nesse contexto, ser mais apropriado do que headfinder. Bom, nem por isso meu incômodo deixará de existir.

7 de junho de 2007

O MELHOR PRESENTE QUE ESCOLHI...

Por Airton Soares

Por mais racionais que sejamos, nos curvamos diante dos apelos propagandísticos e acabamos por comprar alguma “besteirinha“ para o nosso “love” .

Olhe! Eu não sei não, no meu caso (e tenho certeza de que não estou só) acho muito difícil me curvar dessa vez. Não por falta de vontade, é que a situação “tá qui tá”, como diria um amigo trovador: “A situação tá tão feia / Nossa grana tão escassa / Enquanto o vizinho churrasqueia / Passamos o pão na fumaça.”

Mas... sempre há saída pra tudo. Lembro-me, agora, de uma publicidade que li por aí, já faz algum tempo. Dizia assim: “Não transforme o presente mais importante do que o ato de dar”.
Achei “massa”!!

Nela pego carona, e o presente que escolhi para o meu bem querer foi escrever-lhe. Parece pouco nos dias de hoje, bem o sei, mas pra mim este ato ainda faz um reboliço danado nas minhas entranhas mentais. E como reforço – peço por tudo para não entenderem como pretexto barato – finalizo estas bem traçadas linhas, citando mais um colega trovador. “Não adianta papel, cor / Nem fraseado também / A maior carta de amor / Dizia apenas vem!
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Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro.
http://airton.soares.zip.net

SOU PAREMIÓLOGO

Sou muito... muito `frasento´
VOU `DESPEJORATIVAR´

Por Airton Soares

Sou paremiólogo. Que é isto? É aquela pessoa que coleciona provérbios, frases e assemelhados.

Tinha uns 13 anos de globo terrestre quando tudo começou.Quarenta (42) anos lendo por aí e anotando!

O ajuntamento das frases era feito à revelia. Depois veio o fichário em formato de caixa de sapato. E foi evoluindo... Fichário de acrílico e por último o micro. Em atenção às exigências da eficácia criei três siglas: FAR - Frases que Auxiliam a Redigir, DIMERE - Ditos que Merecem Reflexão e LPA - Li por Aí.

Hoje, escarafunchando nos meus quardados, como diria minha avó, encontrei uma descorada folha datilografada com algumas "FAR".

Cito algumas: "Meus ressentimentos são curtos, mas enquanto duram não consigo disfarçá-los. Nem de longe sabia o significado da expressão "disfarçá-los", mas pense na pose ao discursar, dando ênfase no `LOS´, pra turminha da esquina.

Até aqui, tudo bem! O pior: não citava a fonte. Precisava aparecer, me compensar da timidez crônica que encharcava todas as minhas atitudes e comportamentos. Assim, o conhecimento adquirido era diretamente proporcional à minha sensação de segurança.

Outra `far´: "Ele abalizou limites ao desejo de compras da esposa" Frase machadiana, não tenho muita certeza.

Aí, desembestou. Não parei mais. Minha família ainda hoje diz: "Tu vai ficar doido de tanto ler." Aí eu reflito: se leio fico doido, se não leio fico doido pra ler, não vejo diferença...

De tanto ler e refletir sobre as citações contidas em livros, revistas, jornais acabamos autor: quando somos acometidos de um desejo intenso, quase sempre afloram as prostituições da alma.

E, para terminar:

"Quanto mais sabemos, mais ficamos tristes" Baltasar Gracián.
" Fui acordado pelos estalidos asmáticos de um motor de Woks" Li por Aí.