Atendimento a Clientes
Por Airton Soares
Entro num bazar. Estava à procura de um blusão para compor o figurino de um novo personagem. Dirijo-me à vendedora falando baixo, mas o suficiente para ser bem ouvido: Senhorita, quanto custa este blusão? “Ela... nem olhou pra mim, ela nem olhou pra mim...” Insisto. Senhorita, quanto custa este blusão? Calada estava, calada ficou... Agora, com a voz um pouco alterada: SENHORITA, QUANTO... E nada! Neste ínterim, minha adrenalina já apostava corrida nas veias. Não aqüentei. Me acheguei aos seus ouvidos e gritei: S E N H O R I T A... Assustada, olha-me com um ar de irritação por ter sido eu o desmancha prazer do seu passatempo. A moça vendedora, absorvia-se em pensamentos profundos com um arranca-rabo de duas comadres no outro lado da rua.
Quando gritei já estava decidido a não comprar. Espero que a pseudo-vendedora tenha compreendido o meu discurso, embora subentendido, contido na simples palavra S E N H O R I T A.
Tanto se “esforçou” que acabou perdendo o cliente. Bem feito! No final do mês, na hora do “vamos ver”, a meta almejada despenca, mas a culpa ninguém assume. A culpa é da crise!
Airton Soares vai ficar bêbado....
Há 14 anos

3 comentários:
*Airton, isto ocorre com frequên-
cia aqui na minha cidade !!! É
horrível !!!
domínio
recanto
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