21 de março de 2007

SAGRADA OJERIZA AO ACADEMICISMO

21/03/07 - Quarta- Do diário do AS
“A vida é um rascunho que não pode ser passado a limpo.”

Texto não revisado / Aprimorar argumentos/ publicar no “Li” e no jornal O Rebate.

Por Airton Soares (*)

Tenho uma sagrada ojeriza [ se escreve com "g" ou com "j"? Já - já vejo isso. Se eu parar, o raciocínio foge.] ao academicismo. Que contraste! Que horror! Se é dele que me valho; se é dele que me nutro. Rubem Alves, em Filosofia da Ciência (1) diz que o seu doutoramento em filosofia nos Estados Unidos, foi uma experiência de grande sofrimento. Já Nietzsche, dizia que para fazer um doutoramento é necessário cultivar a arte de se aborrecer.

Não poderia deixar de incluir, neste rol, o desabafo de uma das maiores autoridades no campo da mitologia, Joseph Campbell, citado no livro O Poder do Mito, pelo jornalista Bill Moyers; "Joseph afirmou a vida como aventura. `Para o inferno com isso´, ele exclamou, quando seu supervisor acadêmico tentou enquadrá-lo no estreito currículo universitário. Ele desistiu de trabalhar no seu projeto de doutoramento e preferiu recolher-se ao campo, para ler. E prosseguiu a vida toda a ler livros sobre quase tudo: antropologia, biologia, filosofia, arte, história, religião. E continuou a lembrar aos outros que um caminho seguro para atingir o mundo se descortina ao longo das páginas impressas." Imagine, se esse homem estivesse aqui navegando neste mundão cibernético/virtual!

Para mim, o academicismo é muito seco. Frio. Por ser Indiferente às idéias coloridas, multiformes; indiferente às fantasias e devaneios poéticos, tão indispensáveis a todos nós; tão indispensáveis quanto às mais nobres teorias.

Sei que não estou sendo uma "Brastemp" [ vou passar um email ao departamento de marketing da empresa e cobrar o meu cachê pela publicidade. risos...] no convencimento, de minha atitude anti-acadêmica. O livro do poeta / filósofo e mais um montão de `coisa´, Rubem Alves, acima citado, será o meu principal argumento - testemunho autorizado - para verticalizar, em uma outra oportunidade, esse franco desabafo. Aí, sim, acredito não somente convencê-los, mas, sobretudo, persuadi-los a enxergar o que não se vê.

Ah, ojeriza é realmente com "j". Leia a explicação abaixo. Por fim, quero dizer que tenho pago um preço muito alto pela minha antipatia ao academicismo, por outro lado, não sei onde pôr tanta felicidade autodidática.

ORIGEM DA PALAVRA OJERIZA
Segundo o dicionário eletrônico Houaiss, esta palavra tem origem espanhola significando `rancor, repulsa e má vontade em relação a alguém´. Daí deu ("daí deu" é ótimo! Cacofonia, aliteração e... outras sugerências. Fica assim mesmo. É rascunho! É vida!) , também em espanhol `ojo ´= olho. Daí se escrever ojeriza com "j" e não com "g".

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(1) RUBEM ALVES. Filosofia da Ciência – Introdução ao jogo e a suas regras. São Paulo: Edições Loyola. 2000.

(*) Airton Soares é professor, palestrante e autor de O Mundo Fora de Esquadro. Mais informações: http://mente.zip.net

3 comentários:

.Airton Soares disse...

publicado no domínio

Anônimo disse...

recanto

Anônimo disse...

amigos do livro